sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Nenhum Verão.
Esse Sol porque tinha de tanto brilhar, anunciar no meu peito a manhã pra depois sumir e deixar tão mais negro meu céu, minha noite, porque foi minha boca beber se embriagar da tua boca pra depois deixar tão mais amargo, o gosto de vazio de solidão.
...Eu assim te acolhi sem nenhuma defesa, como nova estação quando chega, um belo dia, uma certeza, um vinho dado a minha mesa, uma palavra, um abraço de irmão.
Meu coração prefere acreditar nessas promessas, mesmo essas que só fazem deixar na minha pele. Calor, luz, alegria pra Nenhum Verão!
Túlio Mourão
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