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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Enya - Aniron (Extended) HD



O CAMINHO É LONGO, A ESTRADA É DESERTA...

Versos escritos n'água



Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho. 
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão.

Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e, talvez,
Lhes acharás, tu que me lês, 
Alguma sombra de beleza...

Quem os ouviu não os amou. 
Meus pobres versos comovidos! 
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou
Dorival Caymmi

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sentidos e Sentimentos: Memória afetiva.( viagem inesquecível)

Sentidos e Sentimentos: Memória afetiva.( viagem inesquecível): teatro João caetano Niterói- RJ

Acróstico


  Gosto de observar: O céu, o mar, coisas e pessoas
   Isso tem algum valor? Não sei, às vezes desconheço a mim
   Levo uma vida discreta vivendo o meu dia a dia
   Discreto é um adjetivo ou rima com poesia?
   Eu e meu mundo, eu e meus medos, quero viver numa boa
   Não quero ser levada da minha janela,
   Era o que eu queria falar, nenhum lugar é melhor.

Umas poucas palavras...


o poema sentiu vontade de surgir quando soube que era para ti!!!
mas o verso não sai, apenas uma lágrima cai.


Eu vi 12 anos num poema...


O passado é um barco que navega por todo o oceano e de vez em quando aporta no cais da nossa memória,.
eu vi 12 anos num poema,trazendo consigo a lembrança de um tempo muito bom, vivido entre o sonho e a esperança. Fazíamos o curso de Letras na Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), e como é comum a todas as turmas, sempre há aqueles com quem mais nos identificamos e por diversos motivos. Eu tinha o meu seleto grupinho, pessoas que estavam sempre muito próximas, e entre estas pessoas havia um muito especial. Menino bonito de olhos claros e pele naturalmente bronzeada, gostava de escrever e escrevia muito bem, como sentávamos perto e já havia uma certa afinidade, ele sempre me pedia para ler os seus textos e poemas, eu ficava fascinada com a habilidade que ele tinha com as palavras e como estas fluíam de maneira leve daquela mente jovem mas tão determinada.E o tempo passava, entre trabalhos e provas, seminários, enfim, todas as obrigações acadêmicas que tínhamos que cumprir, e assim passei algum tempo sem tempo nenhum, já não lia os poemas do meu amigo com a mesma assiduidade e, um dia ele mencionou numa conversa nossa que eu não dava mais atenção ao que ele escrevia e assim lindamente fez para mim uma linda poesia, que com a permissão dele posto aqui essa recordação tão carinhosa.

                                                   À Gildene

Não me lês mais, minha leitora?
Por que deixaste-me abandonado?
Não encanto mais a ti, pastora
Árcade, com meus versos desencantados?

Suplicar? Não te suplico, apenas,
responde-me por que foges assim.
Já não sinto nas mãos os poemas.
Só tristezas, solidão, olha pra mim.

Oh, o paradoxo barroco me acertou.
De árcade, nada, somente tentativas
furtivas de ser simples, de pastor.
Vestir-me e buscar palavras fugitivas.

Vê, não me entendo, é romântico,
É árcade, é barroco, cada verso
Um erro, a palavra, um Universo
Complexo, sem nexo semântico.

Jarlan S. Souza
03/07/2001

Quando tenho medo.....


Às vezes eu sinto medo do tempo: quando tenho em mãos foto antiga, e no espelho, o eu de agora. Sinto medo do tempo que se alimenta de mim, da matéria prima que me faz jovem, do tempo que mesmo se decifrado fosse, ainda sim me devoraria. Tenho medo do tempo que vem enchendo minha memória, do tempo que foi embora, e do que prometeu chegar, mesmo sem dizer se traria boas novas, ou sofrimento... (tempo, por que você não dá um tempo?).
Medo do tempo que me fez crescer, e me ensinou o quanto sou pequena. Do tempo que me faz achar, por um lado, que a vida é o pior dos inimigos, mas que por outro, é de uma infinita beleza... Às vezes eu sinto medo do tempo, mas é só às vezes, só às vezes, e já faz algum que eu não tenho nada para dizer...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dor que Fere

Escrevi esse texto em Janeiro de 2009, numa tarde de terça feira, estava em minha sala de Coordenação, na época eu trabalhava em uma grande escola da Rede Estadual como Coordenadora pedagógica e possivelmente devo ter sentido uma grande inquietação e angústia. Como sempre acontece quando me sinto assim, porque nos dias atuais não é diferente, eu escrevo a minha agonia. E como disse num poema que fiz, 'não cura mas alivia'.





Procurando achar respostas, tenho experimentado o fel da amargura de uma existência marcada por uma sucessão de erros, erros repetidos que não deveriam mais acontecer. Afinal o que é viver? Que estágio espiritual pode deixar o homem mais humanizado, coerente e consciente da verdadeira luz que emana do seu próprio ser, quando se permite ser tocado pela maravilhosa experiência do Amor de DEUS, onde ao inverso do início, terá uma vida marcada por uma sucessão de acertos.
Quando acertamos? Na verdade, o que é perfeição senão uma busca do Divino em nós. E em meio a essa busca, a possibilidade do erro não está descartada, infelizmente só emergimos na dor e na decepção. Eu tenho defeitos muitos, se tenho qualidades? Não faço apologia ao auto elogio, minha vida responde por mim. O que se passa em meu coração, essa inquietação tão grande que provoca terremotos em minha alma a ponto de olhar, olhar e por momentos não enxergar.Em que momentos me perco de mim mesma? Preciso continuar a lutar, de levantar a cada queda na convicção de que nada é por acaso. Eu preciso me ter de volta, não me desampare Jesus! dê-me sua mão para eu continuar a querer percorrer o caminho. perdoe-me as fraquezas da carne, fortaleça o meu Espírito acima das paixões do mundo, não estou aqui por nada, somos viajantes conhecedores do destino, precisamos nos conscientizar da bagagem adequada para a viagem, nada de supérfluos, somente o que nos servirá ao retornarmos à Pátria Espiritual, as nossas origens. Terra Santa, acolhedora dos que buscam a Deus e nele confiam.
Quando escrevo me esvazio, fico leve, sinto-me forte, nada mais me perturba, por momentos alcanço a paz, a paz que o mundo não pode me dar. Só Jesus!!!


domingo, 13 de janeiro de 2013

ORAÇÃO PELA ÉTICA


Faze, ó Senhor Nosso Deus, com que nos deitemos cada noite em paz, e despertemos a cada manhã com vida e forças renovadas.

Espalha sobre nós o tabernáculo da Tua paz.

Ajuda-nos a organizar nossas vidas de acordo com o Teu conselho, e leva-nos pelos caminhos da retidão.

Que Tu sejas um escudo ao nosso redor, protegendo-nos do ódio e da guerra, da pestilência e do sofrimento. 

Que Tu refreies também dentro de nós a inclinação a fazer o mal;  e protege-nos,  colocando-nos sob a sombra das Tuas asas. 

Protege as nossas idas e vindas, para que fiquemos com vida e em paz, no tempo presente e em todos os tempos.

O PODER DA AMIZADE

O PODER DA AMIZADE


A amizade é uma forma de afeto em que há um sereno respeito pela liberdade e pela autonomia de cada um.

Livre de apegos cegos, o sentimento de amizade não é necessariamente dirigido apenas a este ou aquele indivíduo em especial. Os sábios são amigos de todos os seres: a amizade pode ser incondicional. Por outro lado, cada amizade tem suas características específicas e possui uma capacidade própria de resistir a adversidades.  “Amigos na dificuldade, amigos de verdade”, diz o ditado popular em língua inglesa.

A verdadeira amizade surge do eu superior, ou alma imortal. Ela corresponde ao primeiro objetivo do movimento teosófico moderno, que busca ser um núcleo de fraternidade sem fronteiras. A mesma ideia está presente no budismo, no taoísmo, no hinduísmo e outras filosofias orientais e ocidentais. A prática da  amizade universal é pitagórica: Thomas Stanley, um filósofo do século 17, escreveu em sua obra sobre o ensinamento de Pitágoras:

“Há uma amizade e uma afinidade de todos por todos: entre deuses e homens, através da compaixão e do sentimento religioso; entre as diferentes doutrinas; entre a alma e o corpo (a parte racional e a parte irracional do ser humano) através da filosofia e das suas teorias; e entre os diferentes seres humanos...” [1]

A fraternidade universal é uma verdade básica que pode ser observada por todos. No mundo animal - assim como no reino humano - a regra geral é dada pela cooperação e pela amizade. A competição se dá no interior do processo de cooperação. É esta última que predomina. O escritor anarquista russo Piotr Kropotkin, um partidário da ação não-violenta, desenvolveu um cuidadoso estudo histórico mostrando de modo inegável que, ao contrário do que o darwinismo pensa, não foi a competição, mas sim a ajuda mútua, que possibilitou desde o início da vida a evolução das espécies.[2]  

Tudo o que rodeia um cidadão - mesa, computador, ônibus, roupas, ruas, prédios - é resultado da cooperação de ajuda mútua. A civilização materialista leva seus cidadãos a esquecerem disso. Muitos pensam que a competição é central, e isto os torna infelizes. A maneira natural dos seres humanos relacionarem-se é através da amizade.  Por que motivo é tão difícil seguir essa tendência natural? O ser humano cresce na luta com os paradoxos. Um poderoso jogo de pressões e conveniências ensina a ele desde cedo que é preciso desenvolver a competição. Assim se limita a amizade como impulso natural e se dificulta a plena ajuda mútua. Uma condição básica para que possamos voltar a viver plenamente a solidariedade consciente é ser autênticos, primeiro, com nós mesmos. Aceitar os outros como eles são, estimulando o melhor neles, e ser grato à vida inclusive pelas suas lições dolorosas, são hábitos realistas que nos tornam mais sábios e mais capazes de compreender a vida e de ser amigos.

Amar é melhor do que ser amado.  Ser amigo é mais importante que ter amigos. Mas a única base sólida para a afinidade entre os seres humanos é um respeito sagrado de cada um por si mesmo. Este sentimento surge da percepção de que pertencemos à alma imortal existente em nosso próprio coração. Não temos uma alma, mas a alma nos tem.  Nosso “eu superior” é nossa origem e nosso destino, e também nossa fonte de inspiração. O respeito por si mesmo está, pois, na origem do respeito pelos outros. Voltaire, o filósofo francês do século 18, escreveu:  

“Amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis, porque um monge, um solitário, pode não ser ruim e viver sem conhecer a amizade. Virtuosas, porque os maus não buscam mais que cúmplices. Os sensuais buscam companheiros de devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos congregam partidários. O comum dos homens ociosos mantêm relações. Os príncipes têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos.”[3]  

Assim, a verdadeira amizade é inseparável da ética e do altruísmo. O significado original da palavra “filosofia” é “amor pela sabedoria”, e Voltaire afirma:

“O filósofo é um amigo da sabedoria, ou seja, da verdade. Esse duplo caráter esteve presente em todos os filósofos. Não houve nenhum na Antigüidade que não desse exemplo de virtude aos homens e lições de verdades morais.” [4]            

Sem dúvida, é comum encontrar gente que ignora qualquer diferença entre ser amigo e ser cúmplice. Deste ponto de vista, dois amigos devem apoiar um ao outro “em qualquer situação”, inclusive em ações contrárias à verdade e ao equilíbrio.

Os mafiosos criam os seus próprios “códigos de ética” e “compromissos de lealdade”. O uso da amizade em jogos de conveniências gera confusão e sofrimento. O pensador romano Cícero (106 a.C.- 43 a.C.) esclareceu esta questão há pouco mais de dois mil anos. Em seu tratado sobre a amizade, ele escreveu:

“Uma associação de pessoas sem fé nem lei não poderia se abrigar sob a desculpa da amizade (...). Essa é, portanto, a primeira lei que se deve instaurar na amizade: não pedir a nossos amigos senão coisas honestas, não prestar a nossos amigos senão serviços honestos, sem esperar que eles nos sejam pedidos; permanecer sempre confiante, banir a hesitação, ousar dar um conselho em total liberdade. No domínio da amizade, é preciso que predomine a autoridade dos amigos mais bem avisados, e que esta influência se aplique em acautelar os outros, não só com franqueza mas com suficiente energia, se a situação o exigir, para que o conselho seja posto em prática.” [5]

Amizade verdadeira é inseparável de sentimentos nobres, e Cícero explica:

“A amizade nos foi dada pela natureza como auxiliar das nossas virtudes, e não como cúmplice dos nossos vícios, para que a virtude de um, não podendo alcançar sozinha o supremo bem, o alcance apoiada na virtude do outro”. Para o filósofo romano, “há uma simpatia quase inevitável entre os bons entre si, que é o princípio da amizade instaurado pela natureza.”

Em outro trecho do seu tratado sobre a amizade, Cícero afirma:

“O amor, de onde provém a palavra amizade, é no seu primeiro fundamento simpatia recíproca (...). Na amizade nada é fingido, nada é simulado, tudo é verdadeiro e espontâneo.”[6]   

O nível da franqueza existente entre amigos é um indicador da solidez do vínculo. Quando  dois amigos usam muita cautela para não se ferirem mutuamente, a amizade pode ser superficial. Uma amizade mais profunda produz certa ausência de cuidado com as palavras, e torna possível um grau maior de espontaneidade. Às vezes isso só surge com o tempo: a confiança mútua raramente se constrói em um dia.

Toda amizade enfrenta testes, e, para Aristóteles, “somente a amizade entre pessoas boas é imune à calúnia”. Ele explica:

“É entre pessoas boas que encontramos a confiança, o sentimento de que uma nunca fará mal à outra, e tudo mais que se espera em uma amizade sincera. Nas outras espécies de amizade, todavia, nada impede o aparecimento de suspeitas”. [7]

Platão fazia deste sentimento uma virtude social e política, elemento auxiliar importante para a construção da sociedade ideal. Mas Epicuro, que viveu em um período de decadência política, via a amizade como um fim em si e dava a ela importância suprema.

Considerado um sábio por Helena Blavatsky, Epicuro tinha uma filosofia próxima à dos estóicos. Ele fundou uma comunidade em Atenas para viver com os amigos, o Jardim, e sua vida foi um exemplo de ética e autodisciplina. Para Epicuro, “de todos os bens que a sabedoria proporciona para produzir a felicidade por toda a vida, o maior, sem comparação, é a amizade”. E acrescentou: “A mesma convicção que nos inspira a confiança de que nada existe de terrível que dure para sempre, nem mesmo por muito tempo, também nos habilita a ver que dentro dos limites da vida nada aumenta tanto a nossa segurança como a amizade.” [8]

Na Bíblia, o Eclesiástico parece concordar com Epicuro. Primeiro o texto aconselha cautela (em 6: 7):  “Se queres um amigo, adquire-o pela prova e não te apresses a confiar nele”. Pouco depois,  o Eclesiástico acrescenta:

“Afasta-te de teus inimigos e acautela-te com teus amigos. Um amigo fiel é um poderoso refúgio; quem o descobriu, descobriu um tesouro. Um amigo fiel não tem preço, é imponderável seu valor. Um amigo fiel é um bálsamo vital, e os que temem o Senhor o encontrarão. Aquele que teme ao Senhor faz amigos verdadeiros, pois tal como ele é, assim é seu amigo (6:13-17).”

Amigos cometem erros. Mesmo numa amizade sincera pode ocorrer decepção. Por outro lado, devemos respeitar nossos adversários.  O texto clássico de teosofia “Luz no Caminho”, de Mabel Collins, afirma o seguinte, sem meios termos:

“A inteligência é imparcial; nenhum homem é teu inimigo, nenhum homem é teu amigo. Todos são igualmente teus instrutores.” [9]

Carlos Castaneda ensina que o adversário é sempre um instrumento precioso do nosso crescimento, porque identifica as falhas que devemos corrigir e mostra como funcionam em nós o medo e o ódio, para que, então, estes  dois sentimentos sejam extirpados pela luz da compreensão.

Outros autores, como Plutarco, destacam que os amigos freqüentemente acobertam nossas falhas, nos acostumam mal e nos levam a ficar preguiçosos, enquanto que os adversários nos mantêm alertas, nos obrigam a crescer e a superar a rotina que, de outro modo, nos engoliria. Tais testemunhos reforçam a idéia de que a verdadeira amizade é um processo livre de apego, em que o afeto não é colocado acima da sabedoria nem dos valores éticos, mas sim a serviço deles.  A verdadeira amizade é nobre, e Khalil Gibran escreveu:

“Não deve haver outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito. Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação do seu próprio mistério não é amor, mas uma rede armada, e somente coisas inúteis são apanhadas nela.”[10]

A frase de Gibran pode ser dura, mas ela é realista. Quanto mais cedo renunciarmos à auto-ilusão, melhor para nós. A verdadeira amizade requer desapego.  Os “Versos de Ouro” de Pitágoras expressam a sabedoria teosófica, e neles podemos ler o seguinte sobre a combinação de firmeza com flexibilidade:  

“Escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso. Aproveita seus discursos inspiradores, e aprende com os seus atos úteis e virtuosos. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro, porque a força da vida é limitada pela necessidade.” [11]

NOTAS:

[1] “Pythagoras, His Life and Teachings”, de Thomas Stanley, Philosophical Research Society, Califórnia, EUA, 1970.

[2] “El Apoyo Mútuo, Un Factor de la Evolución”, de Piotr Kropotkin,  Ed. Proyección, Buenos Aires, 1970, 328 pp. Há uma edição em inglês:  “Mutual Aid, a factor of evolution”, Peter Kropotkin, Dover Publications Inc., Mineola, New York, 2006, 312 pp. 

[3] “Dicionário Filosófico”, Voltaire, Ed. Martin Claret,  p. 23.

[4] “Dicionário Filosófico”, p. 232.

[5] “A Amizade”, texto de Cícero incluído no volume “Saber Envelhecer”, Ed. L&PM, Porto Alegre, 151 pp.  Ver respectivamente as   pp. 104 e 105.

[6] “A Amizade”, texto de Cícero incluído no volume “Saber Envelhecer”,  Ed. L&PM, Porto Alegre, 151 pp.  Ver respectivamente as  pp. 91 e 131.

[7] “Ética a Nicômacos”, de Aristóteles, Ed. UnB, Brasília, terceira edição, 238 pp., ver p.157.

[8] “Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres”, Diógenes Laertios, Editora UnB, Brasília, 1977, 357 pp., ver p. 319.

[9] “Luz no Caminho”, Mabel Collins, Ed. Pensamento, SP, 85 pp., ver pp. 33-34.

[10] “O Profeta”, Gibran Khalil Gibran, Ed. ACIGI, RJ, 89 pp., ver p. 56.

[11] A íntegra de “Os Versos de Ouro de Pitágoras” pode ser facilmente encontrada pela Lista de Textos por Ordem Alfabética do website  www.FilosofiaEsoterica.com , ou na seção de “Filosofia Ocidental, Clássica e Moderna” do mesmo website.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Mulher de Fases


LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua 
Fases de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha. 


Fases que vão e vêm, 
no secreto calendário 
que um astrólogo arbitrário 
inventou para meu uso. 



E roda a melancolia 
seu interminável fuso! 
Não me encontro com ninguém 
(tenho fases como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia, 
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

Para Júlia e Fernando



Filhos dos meus sobrinhos, meus sobrinhos-netos são
O Nandinho e a Julinha moram no meu coração,
São de São Paulo lá no Sudeste,
e  eu moro no Nordeste na Terra dos Marechais
Pra distância minimizar no Facebook suas fotos vou buscar
é uma saudade danada dessas de apertar
mas não posso reclamar, dia desses volto lá
e essa saudade danada a Tiavó vai matar...
por enquanto vou rimando senão acabo chorando!!!

Cecília Meireles escreveu em um dos seus poemas:

“Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens... Não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas as origens. Em todas as existências. Em todas as mortes. E sabe que serás assim para sempre. Não queiras marcar a tua passagem. Ela prossegue: é a passagem que se continua. É a tua eternidade... É a eternidade. És tu.”

Borboletas me fascinam....


A vida só pode ser compreendida quando a vemos como um processo que inclui morte e renascimento, vigília e sonho.

O corpo humano abriga uma alma que também é mortal, embora seja sutil e só morra algum tempo depois do corpo. Mas a alma contém em si um Espírito que não morre e que “renascerá” uma e outra vez. Ao contrário do corpo físico, a alma-espírito  pode voar como se tivesse asas. 

Chuang,  um antigo sábio chinês, confessou:

“Certa vez, eu, Chuang Chou, sonhei que era uma borboleta, a voar para lá e para cá;  borboleta para todos os fins e em todos os sentidos. Tinha consciência apenas de minha felicidade como borboleta, sem saber que era Chou. Logo despertei, e ali me achava, de novo e verdadeiramente eu mesmo.  Agora, não sei se eu era antes um homem a sonhar que era uma borboleta, ou se sou agora uma borboleta a sonhar que sou homem.” [1]

No Oriente e no Ocidente, a borboleta é um antigo símbolo da alma humana. Alguns indivíduos ficam em dúvida: eles não sabem se são seres físicos que, enquanto dormem, fluem como almas, ou se são almas, capazes de voar, que, durante o estado de vigília, têm a ilusão de pensar que são seres físicos.

A imagem do espírito-alma como borboleta não é uma exclusividade da China.  Na Grécia antiga, Psiquê, a alma, era descrita como uma borboleta que escapava do corpo com a morte.[2]  

A filosofia esotérica ensina que a alma mortal (Kama-Manas) contém em si o Espírito imortal (Atma-Buddhi),  que seguirá a jornada mesmo quando ela morrer,  e que, muito mais  tarde, viverá uma nova encarnação.  A vida da borboleta, em suas várias etapas, reflete o processo do corpo-alma-espírito. 

Henry Thomas prossegue:

“Quando a época de renascer chega afinal, o estupendo processo se realiza quase que subitamente. A pele da crisálida rasga-se e uma criatura, úmida e frágil, esforça-se por obter ar livre, procurando um lugar ao sol, onde possa ficar pendurada pelos pés.  Agita e desdobra suas asas enlameadas e injeta-lhes sangue. Depois de uma hora ou mais, as asas gradualmente secam e tornam-se menos enrugadas.  E então, quase num abrir de olhos, o inseto já está completamente limpo e você poderá ver diante de si uma esplêndida borboleta. Poderá ter asas azuis do tom mais puro, ou flamantes asas vermelhas, ou combinações inumeráveis de cores, tintas e matizes. A lagarta rastejante e feia renasceu, na forma de uma  das mais belas criaturas de Deus: a alada flor dos ares.”(3)



NOTAS:

[1] Chuang-tzu, citado por Lin Yutang em sua obra “A Importância de Compreender”, Círculo do Livro S.A., SP, 458 pp., ver p. 95.

[2] “Dicionário de Mitologia Grega”, Ruth Guimarães, Cultrix, 318 pp., item “Psiquê”,  p. 267.

[3] “As Maravilhas do Conhecimento Humano”, Henry Thomas, vol. II, Edição da Livraria do Globo, Porto Alegre, 1941, 400 pp., ver pp. 312-313.

domingo, 6 de janeiro de 2013

RESILIÊNCIA

Um  fator importante de que trata o tema que quero abordar aqui é o otimismo. Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.Vale a pena ler o texto que retirei da Wikipédia e antes que eu esqueça, FELIZ ANO NOVO PARA TODOS. Afinal esse é o primeiro post de 2013, e quero dizer que já iniciei o ano tendo que ser resiliente, mas o esforço vale muito a pena enquanto  há vida há muito para se agradecer e como minha provação do ano foi financeira, cabe aqui aquele velho bordão: VÃO SE OS ANÉIS E QUE FIQUEM OS DEDOS!!!

A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.