Não sei exatamente se é o fato de cair na realidade de um mundo capitalista, onde o Papai Noel só presenteia os mais abastados, onde os falsos sentimentos são trocados através de amigos secretos de dez reais, e a miséria continua a bater na nossa cara.
Mais precisamente nos vidros dos nossos carros, nos simbólicos sinais de trânsito. Sinalizando tempos de violência e miséria, o fatídico farol vermelho nos obriga a parar pra ver a massa de pedintes que triplicam nas ruas nesta época.
Mais precisamente nos vidros dos nossos carros, nos simbólicos sinais de trânsito. Sinalizando tempos de violência e miséria, o fatídico farol vermelho nos obriga a parar pra ver a massa de pedintes que triplicam nas ruas nesta época.
Ou não sei se a tristeza vem pelo pavor do balanço anual da vida . Ou pior, se o sentimento vem da pressão da necessidade de planejar o ano vindouro. Engraçado, perceber que pressão anda junto com depressão, e enxergar o mundo de pressão em que vivemos. Vivemos uma das piores ditaduras da história da humanidade, a ditadura da felicidade. Existe uma incrível pressão de cobrança para que sejamos felizes.
Surge um conceito de felicidade irreal. Onde temos que ser os melhores. Numa competição desenfreada, temos que ser melhores em tudo. Ter os melhores carros, as melhores roupas, os melhores esposos (as), os melhores filhos, as melhores famílias. E temos que exibir isso, numa teia de vaidades que nos prendem como moscas.
Épocas natalinas viram o auge desta cadeia. Vem a temida exposição. Somos quase obrigados a confraternizar, dar presentes, receber visitas....é preciso estarmos bonitos e bem apresentáveis. Nossas casas tem que estar arrumadas, temos que receber a todos com um sorriso colgate na boca.
Tudo que cresce dói. Músculos, dentes, pensamentos...como negar esta natureza? Como amadurecer sem dor? Grande dilema para nós SERES HUMANO.
Será que novamente iremos ver na televisão 40 minutos do especial de Roberto Carlos na Globo. Ou será que não?
Ninguém merece. Aff
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