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sábado, 14 de setembro de 2013

Graças à vida, graças à vida

Procurem-me onde o vento se detêm
Onde haja paz e não exista o tempo
Onde o sol seca as lágrimas
Das nuvens na manhã.
Procurem-me onde o sol se esconde
Onde exista uma canção.
Procurem-me às margens do mar
Beijando a espuma e o sal.
Graças à vida que me deu tanto

Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto

voltar a sentir profundo
como uma criança frente a Deus.
isso é o que sinto
neste instante fecundo.
O que pode o sentimento
não pôde ele saber.
nem o mais claro proceder
nem o mais largo pensamento,
tudo muda em um momento
como mago condescendente,
nos afasta docemente
de rancores e violências,
só o amor com sua ciência
nos torna tão inocentes.
Graças à vida, graças à vida

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