E nesta febre arde o meu desejo,
as mãos tremem ardente por querer,
o peito canta alto a agonia.
No anoitecer a dor se faz presente,
e sonho em ter outra noite, ter a canção do Mar.
E neste Mar me afundo sem tentar me socorrer.
As ondas já me enlaçam.
Mar do futuro, Mar jamais sonhado,
com suas águas de reflexos azulados.
Mar do infinito que nunca será navegado.
Tua distância aumenta o meu desejo,
fecho os olhos só para te ver.
Humildemente atrás de ti rastejo,
humildemente, sem porém te convencer.
Queria encontrar certas palavras,
pra te dizer que todo este querer me faz tão bem,
mas não sei se amanhã...
Terei que me acabar para te esquecer.
Gil Oliveira
Obs: poema escrito em 30 de março de 2000.
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